segunda-feira, 13 de junho de 2011

A Noite dos OVNIs


Pessoal, completou 25 anos de uma aparição de OVNI's que ocuparam todo o céu de SJC (São José dos Campos - SP, nossa cidade) em 19/05/1986. Essa noite foi "A noite oficial dos OVNI's.
Objetos foram avistados em diversos pontos da cidade; o fato inexplicável ainda rende boas discussões.
Primeira dica: fique atento ao céu de São José dos Campos hoje. Segunda dica: suspeite de tudo que enxergar e, se possível, tire uma fotografia. O motivo: a inesquecível noite em que Ovnis (Objetos Voadores Não Identificados) invadiram o céu da cidade completa hoje 25 anos sem nenhuma explicação lógica, mas envolta em muita polêmica.

Entre tantas dúvidas sobre existência de vida em outro planeta existe uma certeza: na noite de 19 de maio de 1986, moradores de São José viram, e a FAB (Força Aérea Brasileira) confirmou, que objetos desconhecidos sobrevoaram a cidade.

A confirmação da FAB deu ao evento status de oficial que teve destaque no noticiário internacional sobre o “show de disco voadores”.

De forma indireta, o coronel Ozires Silva, um dos fundadores da Embraer, participou daquela noite. Segundo relatos, ele chegava de avião a São José e pediu autorização para começar o pouso.

O Centro de Controle de Brasília autorizou, porém perguntou se Ozires enxergava algo estranho no ar. O coronel negou, mas instantes depois, quando estava mais próximo da descida, viu um ponto luminoso. Pediu permissão para voar na direção do objeto e tentou, sem sucesso, alcançar a luz alaranjada.

“Com sinceridade, não sei o que era”, disse Ozires à época do acontecido.

Trote. Moradores de todas as regiões de São José ligaram para a redação do antigo jornal vale - paraibano. As ligações foram interpretadas como um trote, mas o repórter fotográfico Adenir Britto, 48 anos, e a jornalista Iara de Carvalho, resolveram conferir.

“É a noite do mistério. Não dá para dizer que havia interferência humana porque a velocidade com que as luzes aceleravam e desaceleravam era muito grande. Com certeza, não era avião, helicópteros e nada do tipo”, afirmou ontem Britto a O VALE.

Os primeiros Ovnis foram avistados por volta das 18h30. O controlador de voo da torre da cidade, o então sargento Sergio Mota da Silva, viu os objetos luminosos, que, segundo moradores, predominavam na cor vermelha, mas também tinham amarelo, verde e alaranjado. Hoje, 25 anos depois tudo ainda é mistério.

APARIÇÃO

Moradores de todas as regiões veem ovni

A noite de 19 de maio de 1986 foi única para São José e pelo menos 15 ovnis foram avistados. Os supostos discos voadores, que tinham aparecido pela primeira vez por volta das 18h30 daquele dia, foram vistos pelos moradores da região central, boa parte do Jardim São Dimas, e na zona norte pelos moradores do Alto da Ponte e Buquirinha que registraram o evento.

MEDO

Governo federal faz ação de perseguição

A ‘Noite Oficial dos Ovnis’, como o caso ficou conhecido, mexeu com a alta cúpula do governo federal. A revoada de objetos no céu durou toda a noite e conseguiu ser vista nos estados de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. O Alto Comando da Força Aérea Brasileira chegou a realizar sem sucesso duas operações de interceptação e perseguição desses objetos.

Até recentemente, este tipo de evento não é algo raro, como nesta matéria e 2008: http://www.youtube.com/watch?v=wpl2eUbJzp8

REVENDO O QUE ACONTECEU

Em 19 de maio de 1986, tivemos um "show" de discos voadores no céu brasileiro, a ponto de as autoridades da Aeronáutica virem a público afirmar que o espaço aéreo brasileiro foi invadido por vinte e um objetos de origem desconhecida, os quais foram detectados pelos radares, foram acompanhados por aviões a jato, se movimentavam em altas velocidades, passando de 250 a 1.500 km/h em fração de segundo, sem causar o boom característico, mudavam de cor, mudavam de trajetória, subiam, desciam, sumiam instantaneamente do radar e apareciam, aos olhos do observador, em outro lugar, acompanhavam os aviões, ficavam parados, faziam ziguezague, causaram a interrupção do tráfego aéreo em várias áreas, saturaram os radares, causaram interferências nos equipamentos dos aviões a jato, faziam curvas em ângulos retos (90°) em altíssimas velocidades, sem deixar rastros como as aeronaves convencionais. Isso tudo foi informado oficialmente, e deve ser menos de 20% do que realmente aconteceu.
A ORDEM DOS FATOS

20:50 horas – O operador da torre de controle do aeroporto de São José dos Campos observa, por binóculo, dois pontos luminosos. A torre pede ao comandante Alcir Pereira da Silva, que viajava com o coronel Ozires Silva, que fizesse uma busca visual do OVNI.

21:10 horas – Sinais luminosos são vistos pelo comandante Alcir e pelo coronel Ozires Silva.

21:14 horas – O controle de radar de São Paulo recebe sinais sem identificação.

21:15 horas – O controle de radar de São Paulo informa o Centro de Tráfego Aéreo de Brasília.

21:20 horas – Brasília confirma a presença de sinais no radar.

21:23 horas – O primeiro jato F-5E sai da Base Aérea de Santa Cruz, Rio de Janeiro, rumo a São José dos Campos (tenente Kleber Caldas Marinho).

22:45 horas – O radar de Anápolis, a 50 km de Goiânia, detecta os sinais e o primeiro Mirage levanta vôo em busca dos OVNIs (capitão Armindo Souza Viriato de Freitas).

22:50 horas – O segundo jato F-5E levanta vôo (capitão Márcio Brisola Jordão).

23:15 horas – O tenente Kleber vê bolas de luz pela primeira vez e começa a perseguir os OVNIs.

23:17 horas – O segundo Mirage levanta vôo em Anápolis.

23:20 horas – O F-5E detecta, pela primeira vez, sinais pelo radar de bordo.

23:36 horas – O terceiro Mirage levanta vôo da base de Anápolis.
Mas no meio oficial, comentou-se muitas coisas que não foram mencionadas nos depoimentos, tais como: quando o F-5E era seguido por treze OVNIs, o piloto fez um looping para ficar de frente com tais objetos, o que não foi possível pois os objetos também fizeram o looping com o avião. Comentou-se que um objeto veio em alta velocidade e, de repente, parou bem à frente do avião, em rota eminente de colisão, saindo em seguida, a toda velocidade, deixando o piloto totalmente apavorado.

Considerando-se apenas as informações oficiais, esses fatos só podem ser explicados dentro do contexto do fenômeno UFO ou simplesmente disco voador. O que importa é a origem desses objetos, provavelmente extraterrestres, e a sua tecnologia indiscutivelmente muito avançada e totalmente desconhecida pelos cientistas do planeta Terra.
Nossas autoridades da Aeronáutica não souberam explicar o que eram esses objetos, limitando-se a dizer que só podem dar explicações técnicas, e essas explicações eles não as têm. Foi formada uma comissão de estudos para analisar os fatos, e a conclusão certamente jamais será do conhecimento público. De certa forma, de positivo ficou o fato da Aeronáutica brasileira reconhecer publicamente que o nosso espaço aéreo é invadido constantemente por estranhos objetos de origem desconhecida.
Na ufologia mundial há milhares de casos, riquíssimos em detalhes, envolvendo pessoas perfeitamente normais, mas alguns cientistas preferem simplesmente afirmar que essas pessoas são "loucas", no lugar de pesquisarem a história que elas contam. Esses cientistas deviam unir-se e provar cientificamente que os discos voadores não existem. Esses cientistas têm viseiras tão fechadas que, se alguém entregar um disco voador a eles, é mais do que provável que ainda assim eles não acreditarão.

Quando analisamos os seus depoimentos, principalmente em relação ao evento de 19/05/86, verificamos que são absolutamente infundados e totalmente desencontrados; nenhum deles parou para analisar os depoimentos das autoridades da Aeronáutica. Eles só conseguiram provar duas coisas. Primeiro: que não conseguem entender-se entre si. Segundo: na sua tentativa de provar que não era fenômeno extraterrestre, que não conhecem os fenômenos terrestres. E é lamentável que eles tenham dado tantas explicações, algumas totalmente conflitantes entre si. Acreditamos que eles devem ser bons profissionais, que realizam seus trabalhos como competência, mas tudo indica que nunca pesquisaram um único caso de disco voador. Veja a entrevista:







Entrevista de Osires Silva para Gilberto Pereira para o programa Balanço Geral da Band.
ENTREVISTA DE OZIRES SILVA (PILOTO DA AERONÁUTICABRASILEIRA): Em 03.08.1995, entrevista do radialista Gilberto Pereira, Rádio Bandeirantes, Programa "Balanço Geral", com o Claudeir Covo, com o jornalista Eduardo Marine da Revista "IstoÉ" e com a participação especial, por telefone, do Engenheiro e Coronel da Aeronáutica Dr. Ozires Silva, ex-presidente da Petrobrás, ex-presidente da Embraer, ex-Ministro da Infra-estrutura no governo Collor e ex-presidente da Varig.
GILBERTO PEREIRA: Dr. Ozires, o senhor quando chegava, senão me engano de Brasília com destino à S. José dos Campos, me parece que numa determinada oportunidade o senhor se vê envolvido com Objetos Voadores Não Identificados, perfeito?
OZIRES SILVA: Foi, sem dúvida.

GILBERTO PEREIRA: O senhor poderia relatar para a gente o que realmente aconteceu?

OZIRES SILVA : Olha, foi em maio de 1986, eu estava voando com um dos nossos aviões da Embraer, vindo de Brasília para SãoJosé, era noite, a minha hora de chegada era em torno de 21:00horas, 09:00 horas da noite. Quando eu estava sobre Poços de Caldas, eu entrei em contato com o Centro de Controle de Brasília,solicitando autorização para iniciar a descida já para o aeródromo de São José dos Campos. O Controle autorizou, mas perguntou se eu estava vendo alguma coisa de estranho no ar. Eu disse que não, que não estava vendo nada, e eles me relataram que estavam tendo algo no radar, quer dizer, estavam tendo indicações no radar que existiam três objetos não identificados em torno de São José dos Campos há uma certa distância, um mais próximo de São Paulo, outro um pouco mais ao sul de São José e o outro na direção do Rio de Janeiro. Eu disse que não, mas que ficaria olhando na medida que descia. Quando estava bastante próximo de São José, há um momento no vôo que se transfere do Controle de Brasília para o Controle de aproximação de São Paulo. Um pouquinho antes de transferir eu perguntei se eles ainda tinham a imagem no radar e o que estava acontecendo,e aí, eles me deram a direção aonde eu deveria olhar, no azimute,e de fato eu olhei e vi, o corpo celeste bastante luminoso, em tudo parecia um lastro comum exceto pelo tamanho talvez um pouquinho mais alongado. Neste momento eu pedi autorização para o Controle para me dirigir, para voar na direção desse objeto, estava eu e o meu co-piloto sós a bordo, só nós dois, e nesse momento nós viramos para São Paulo, com a proa na direção de São Paulo, na direção do objeto, e voamos nessa direção, na direção desse objeto e cada vez se aproximando mais,mas ele se mantendo mais ou menos como estava, tinha uma certa cor alaranjada que talvez pudesse ser explicada até pela poluição de São Paulo que é laranja os astros celestes de um modo geral. Mas o fato é que o radar de Brasília tinha pilotado esse objeto e astros celestes não aparecem no radar. Eu fiquei mantendo contato com o Controle, aí nessa altura já com Controle de São Paulo, eu fui na direção do objeto, mas na medida em que me aproximava ele foi desaparecendo, ele até que desapareceu por completo e eu retornei para São José. Quando estava no início novamente do tráfego para pousar em São José, o chefe do Controle me alertou que um segundo objeto estava agora na direção do Rio de Janeiro, bastante visível no radar. Novamente eu pedi orientação do radar de como eu me aproximar do objeto e seguir na direção dele, e na medida que eu chegava notei que ele estava em uma altitude bem mais baixa do que a minha. E a nesse momento era um corpo bastante mais alongado talvez da cor de uma lâmpada fluorescente, uma lâmpada dessas comuns que vê aí, e ocorreu que ele estava abaixo de mim e eu circulei,circulei várias vezes o avião em torno dele, olhando pra baixo e sinceramente não sei dizer o que era. Era um objeto alongado como disse, do tipo de uma lâmpada fluorescente bastante claro e o problema é que eu não podia baixar mais. Era noite, a altitude que eu estava voando já era a altitude mínima para a área porque a área ali é bastante montanhosa, quer dizer, eu não podia baixar mais do que tinha abaixado, e ele continuou permanentemente ali abaixo. Eu com sinceridade não sei o que era, a única coisa que eu posso dizer é que na minha visão de aviador, eu tenho mais de quarenta anos de aviação, eu tenho visto objetos semelhantes,mas sempre de rastro que tem uma explicação, outra explicação e nesse caso em particular, isso era visto pelo radar em Brasília. No dia seguinte eu tentei falar com o Centro de Controle de Brasília,o CINDACTA, e tentar falar com o operador para ver o que o operador tinha visto em termos de radar, a essa altura o Ministério da Aeronáutica já estava fazendo uma investigação e infelizmente a qualidade dessa investigação não foi muito boa e não se pode chegar a nenhuma conclusão, mas essa efetivamente foi a minha experiência.

GILBERTO PEREIRA: Agora Dr. Ozires, inclusive nessa mesma noite me parece que houve uma ordem para que os caças da FAB saíssem em busca desses objetos, perfeito?

OZIRES SILVA: Foi sim, eles saíram e viram também o objeto,como também um piloto da Ponte Aérea. Naquela época a ponte aérea de São Paulo funcionava com os Electras, e o piloto da Ponte Aérea também reportou a mesma visão, agora o que é mais impressionante disso, quer dizer, é que efetivamente tinha um alvo no radar, eu acho que esse alvo no radar é que tem muito anos contar. Eu não sei se é possível ainda localizar o operador do radar da época, quer dizer, as pessoas que fazem pesquisas nessas áreas podiam tentar fazer um contato com o operador do radar e tentar descrever o que ele viu efetivamente porque aí nós temos uma medida eletrônica clara, gravada, isso realmente é muito mais importante do que qualquer testemunho pessoal que se possa produzir. Isto foi um dos casos mais importantes da era da ufologia, pois foi um caso confirmado por comandantes da Força Área e outros importantes responsáveis pelos céus brasileiros.

Arthur.

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